Ayaan Hirsi Ali

19 de abril de 2009

Mulher inteligentíssima!

Li dois de seus livros: Infiel e A virgem na Jaula.

Em um de seus livros, Ayaan se recusa a ser taxada como uma mulher sofrida e fruto dos abusos sofridos, se diz plenamente capaz de olhar com a devida imparcialidade a situação das mulheres muçulmanas.

Eu acredito que somos grandemente influenciados pelo meio em que vivemos e principalmente, pelo meio em que fomos criados. Então me recuso a aceitar a idéia de que essa brilhante mulher possa ser imparcial na questão das mulheres no islã.

Não sou muçulmana, não vivo em país muçulmano, mas não concordo com a visão dela, de que TODAS as mulheres do islã são infelizes e miseráveis. Conheço muitas felizes!

A grande abrangência sobre a qual Ayaan se acha capacitada para falar em nome de todas as mulheres é a África mais pobre, que vive em guerra civil, ainda com muitos de seus costumes tribais e suas castas. Eles estão errados? Não sei! Não estou aqui para julgá-los.

Só que quando se fala em Ayaan, meu coração sente uma forte empatia e respeito pela lutadora que ela é e foi. Embora infelizmente eu não a ache capaz de falar por toda a sociedade islâmica feminina.

E mais…como uma mulher depois de ter sofrido tudo que ela sofreu seria imparcial? Ou aceitaria simplesmente?

Ela tinha uma mãe, descrita por ela mesma, como dependente, nervosa, preconceituosa e egoísta. Um professor de Alcorão bateu com a cabeça dela, aos nove anos, na parede de sua própria sala até que ela teve uma fratura no crânio.

Seu modelo de homem era um pai dividido entre a vida religiosa e política, que teve 5 esposas, mas que não respeitou nenhuma delas.

Desculpe Ayaan, mas sua história não me deixa ver seus livros da maneira que você os pinta.

Que Deus te abençoe!

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Abaixo, sua biografia, encontrada na Wikipédia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayaan_Hirsi_Ali, em pesquisa realizada em 19 de abril de 2009.

Ayaan Hirsi Ali (nascida com o nome Ayaan Hirsi Magan a 13 de Novembro de 1969 em Mogadíscio, Somália) é uma política holandesa conhecida pelas suas críticas em relação ao Islã. Foi deputada na Câmara Baixa (Tweeede Kamer) do parlamento holandês pelo Partido Liberal (VVD) entre Janeiro de 2003 e Maio de 2006, altura em que se demitiu do cargo reconhecendo ter mentido no processo de asilo político que lhe concedeu a cidadania holandesa.

Aos cinco anos, Ayaan, sua irmã de 4 anos e seu irmão sofreram a circuncisão, embora seu pai se opusesse, os três passaram pelo procedimento conforme decisão de sua avó materna. Em casa, sem qualquer preparação e feito por um leigo, um depois do outro…

Seu pai opunha-se ao regime socialista de Siyad Barre e em 1976 a família teve de fugir do país – Ayaan então com seis anos – para se fixar na Arábia Saudita, depois na Etiópia e mais tarde no Quénia, onde a família obteve asilo político. Foi neste país que Ayaan fez a maior parte dos seus estudos.

Em 1992 Ayaan chegou aos Países Baixos em circunstâncias que ainda não são totalmente claras. Segundo Ayaan, o seu pai pretendia casá-la com um primo residente no Canadá. Enquanto aguardava na Alemanha pelos documentos que lhe permitiriam entrar no Canadá, Ayaan teria decido fugir para os Países Baixos, onde recebeu o status de refugiada.

Trabalhou como empregada de limpeza e tradutora, antes de frequentar o curso de Ciência Política na Universidade de Leiden.

Após a conclusão dos seus estudos trabalhou para a Fundação Wiardi Beckman, um instituto ligado ao Partido Trabalhista (PvdA). A pesquisa que ela ali desenvolveu focou sobretudo a integração de mulheres estrangeiras (maioritariamente muçulmanas) na sociedade holandesa.

Esta pesquisa deu-lhe opiniões fortes sobre o assunto, o que resultou num corte de relações com o PvdA. Na sua opinião, não havia espaço suficiente dentro do PvdA para criticar aquilo que ela via como consequências negativas de certos aspectos sócio-culturais dos migrantes e do Islão.

No seu livro “de Zoontjesfabriek” (“Fábrica de filhos”) ela criticou a perspectiva islâmica das mulheres. Na sua opinião, a cultura islâmica pretende apenas que as mulheres produzam filhos para os seus maridos. O livro também critica tradições como a circuncisão feminina, que é muito comum na Somália.

Em 2002 o Partido Liberal VVD convidou Hirsi Ali para integrar as listas do partido, tendo sido eleita deputada em Janeiro de 2003. No livro acima referido, ela diz que a oportunidade oferecida pelo VVD foi um factor importante na decisão de mudar dos trabalhistas para os liberais, de modo a trazer as suas ideias para o parlamento.

Após a publicação do seu livro, Hirsi Ali recebeu várias ameaças de morte. A maioria delas circulou na Internet e não foram consideradas sérias.

Numa entrevista ao jornal diário “Trouw” (sábado, 25 de Julho de 2003), ela afirmou sobre o profeta Maomé: “medido pelos nossos padrões ocidentais, ele é um homem perverso. Um tirano”. Hirsi Ali refere-se ao fato de Maomé ter casado com uma menina de nove anos. Várias organizações islâmicas e individuos islâmicos processaram-na por discriminação. No entanto Hirsi Ali não foi condenada. De acordo com o promotor público, as suas críticas “não contém quaisquer conclusões com respeito aos muçulmanos, e a sua dignidade como grupo não é negada”.

Em 2004, juntamente com o controverso produtor de cinema holandês Theo van Gogh, ela fez um filme intitulado “Submissão” sobre a opressão da mulher nas culturas islâmicas. O título refere-se ao Islam (que significa literalmente submissão) e foi fortemente criticado pelos muçulmanos holandeses, que o consideram uma desgraça para a sua religião. O filme mostra mulheres semi-nuas, com textos do Alcorão escritos nos seus corpos. Van Gogh, também um crítico do Islão, recebeu igualmente ameaças de morte e foi assassinado, por um muçulmano radical, em 2 de Novembro de 2004. No corpo de Van Gogh encontrava-se uma carta que referia que a próxima pessoa a ser morta seria Ayaan. A deputada teve de abandonar o país, tendo vivido durante algum tempo na Califórnia, Estados Unidos da América.

Em Janeiro de 2005 Hirsi Ali regressou ao parlamento neerlandês, tendo anunciado a sua intenção em criar uma sequência para o filme “Submissão”, desta feita focando a situação dos homossexuais masculinos no mundo islâmico. A revista “Time” considerou-a uma das cem pessoas mais influentes no planeta em 2005.

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