O que pensam os muçulmanos sobre a crucificação de Jesus

19 de abril de 2009

O texto abaixo é um post de um blog muito bom:
http://mariachiquinha-mariachiquinha.blogspot.com/2009/04/o-que-pensam-os-muculmanos-sobre.html
E a autora me permitiu copiá-lo.
Muito obrigada Mariachiquinha!

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O texto abaixo referente a questão à morte de Jesus Cristo pela crucificação, é assinado por Hajj Hamza Abdullah Islam, ex-Bispo Auxiliar de Brasília da Igreja Católica Apostólica Brasileira que iniciou seus estudos islâmicos no ano 2000 e Reverteu-se ao Islamismo em 12/02/2002, pela graça de Allah (Louvado Seja).

O QUE PENSAM OS MUÇULMANOS SOBRE A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

Esse, com certeza é o ponto mais polêmico entre as doutrinas cristã e islâmica. Contudo por acreditarmos que o Alcorão é palavra de Allah (Louvado Seja), não podemos nos furtar a esse assunto. Vejam o que diz o Alcorão Sagrado:

“E por seu dito:” Por certo matamos o Messias, Jesus, Filho de Maria, Mensageiro de Allah.”Ora, eles não o mataram nem o crucificaram, mas isso lhes foi simulado. E, por certo, os que discreparam a seu respeito estão em dúvida acerca disso. Eles não têm ciência alguma disso senão conjeturas, que seguem. E não o mataram, seguramente”. “Mas, Allah ascendeu-o até ele. E Allah é Todo – Poderoso e Sábio.” – Surata An-Nissã – versículos 157 e 158.

O Islã prega que não foi Jesus (Que Allah esteja satisfeito com Ele), o crucificado e sim um “Sósia”. Isso para um cristão pode parecer uma blasfêmia, mas, a luz do conhecimento e do contexto do ocorrido, pode levantar algumas situações, que no mínimo seria algo para reflexão.

Buscaremos dentro das escrituras cristãs e alcorânicas alguns exemplos para a reflexão e estudos:

I) Os soldados romanos (ou ao seu serviço), que foram encarregados de prender Jesus, não o conheciam. Isto o prova o Evangelho, segundo São Marcos:
Evangelho Segundo São Marcos 14:44: “Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é: prendei-o, e levaio-o com segurança”.

Obs: Os soldados não conheciam -a pessoa de Jesus,

II) Isto o reforça, cabalmente, o Evangelho de São João:
Evangelho Segundo São João 18:4,5,6,7,8 e 9: “Sabendo pois Jesus todas as coisas que sobre Ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: a quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava com eles. Quando, pois lhe disse: sou eu, recuaram, e caíram por terra. Tornou-lhes, pois, a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno. Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu: se , pois, me buscais a mim, deixar ir estes; Para que se cumprisse a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum deles perdi,

III) A leitura desses textos dos Evangelhos nos leva as seguintes conclusões:

a) Reafirma que os guardas não conheciam a pessoa de Jesus, a quem vieram prender?

b) Que a busca ocorreu à noite, com muita escuridão, pois os soldados 97 traziam lanternas e tochas.

c) Que os guardas, num dado momento do diálogo tenso e nervoso recuaram e caíram por terra. Pergunta-se: não poderia Jesus, nesse momento, com os guardas caídos, e a noite escura, ter se evadido? Já não havia ele, em outras ocasiões, desaparecido sem ser notado por seus perseguidores?

IV) No Evangelho Segundo São Mateus 26:56: “Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas”. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram ““.

Evangelho Segundo São Marcos 14:50: “Então o deixando, todos fugiram”.

V) Todos os discípulos (que não eram de Jerusalém) deixaram-no à própria sorte, na mão dos soldados, que não o conheciam;

VI) As afirmações bíblicas corroboram o que diz o Alcorão: “Pareceu-lhes tê-lo feito”.

VII) Frente a tantas evidências é possível que tenham aprisionado a outro pensando que se tratasse de Jesus, já que não havia mais quem o pudesse reconhecer e identificar, uma vez que todos os discípulos fugiram.

VIII) Bom lembrar, que os discípulos de Jesus, bem como Ele, não eram da cidade nem da região – de Jerusalém, e sim: de Nazaré e da Galiléia, portanto não eram conhecidos naquela região.

IX) Os quatro Evangelhos narram acerca do que aconteceu após a crucificação de Jesus (Que Allah esteja satisfeito com Ele), e relata o Alcorão: “E por seu dito:” Por certo matamos o Messias, Jesus, Filho de Maria, Mensageiro de Allah.”Ora, eles não o mataram nem o crucificaram, mas isso lhes foi simulado. E, por certo, os que discreparam a seu respeito estão em dúvida acerca disso. Eles não têm ciência alguma disso senão conjeturas, que seguem. E não o mataram, seguramente”. “Mas, Allah ascendeu-o até ele. E Allah é Todo – Poderoso e Sábio.” – Surata An-Nissã – versículos 157 e 158.

X) Essa narrativa do Alcorão guarda consonância com o que dizem os Evangelhos quanto à ressurreição de Jesus:

a) Evangelho Segundo São Marcos 16:12: “E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo.”“ Portanto, não na sua forma real! O que não deixa dúvidas quanto à incerteza de seus discípulos de que não era Jesus quem lhes aparecera!

b) Vejam o que nos diz o Evangelho São João 20:14,15 “E, tendo dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabiam que era Jesus”. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei ““. Como era possível que Maria Magdalena, sua melhor amiga, não o reconhecesse? Como poderia ela o confundir com o Jardineiro que ela se quer conhecia? Era mesmo Jesus quem Madalena vira?

XI) Todavia, a dúvida não se restringe à Madalena. Seus discípulos igualmente não o reconhecem!

a) Evangelho Segundo São João 21:4: “E, sendo já de manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não o reconheceram que era Jesus”. Não é muito estranho que os próprios discípulos não o reconhecessem? Você estranharia frente a frente uma pessoa com a qual convivera durante três anos, dia e noite? Seria então, de fato, Jesus que lhe aparecera?

b) Pior ainda do não o reconhecerem é duvidarem de sua ressurreição, já que lhes falara tanto a esse respeito! Evangelho Segundo São Marcos 16:10,11: “ E partindo ela, anunciou-o àqueles que tinha estado com Ele, os quais estavam tristes, e chorando”. E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.

c) É impressionante! Os discípulos – e companheiros – de Jesus, não só não o reconheceram ressuscitado, como não acreditaram! E São Marcos, no seu Evangelho, diz que Jesus censurou a incredulidade de seus próprios discípulos: Evangelho Segundo São Marcos 16:12,13 e 14: “E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mês, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração”.
“Aqueles que divergiram sobre ele (Jesus) estão na dúvida, porque não têm conhecimento (cabal) do caso (assassínio, crucificação e ressurreição) senão seguindo apenas conjecturas.. Alcorão 4:157”.
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Em suma, uso a explicação da irmã Aminah sobre a Páscoa:
“Bem na Páscoa, os cristãos comemoram a suposta ressurreição de Jesus, como nós, muçul,anos, nao acreditamos que Jesus seja nem Deus , nem filho de Deus, mas um profeta enviado por Deus, também não acreditamos que ele morreu (acreditamos sim q ele foi elevado aos céus), portanto não celebramos a Páscoa, que na verdade tem uas origens uma festa judaica, muito antes de Jesus Cristo nascer. Amamos e respeitamos Jesus, mas como um profeta de Deus e respeitamos a fé das pessoas.”

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