The Pappenheimer Trial

19 de abril de 2009

As perseguições as “feiticeiras” entre os séculos XVI e XVII são prova de uma necessidade de reafirmar poderes, e nada melhor que escolher os menos favorecidos para isso.

Essas punições e torturas era realizadas em frente às multidões, que dava um significado de ritual além da simples punição. Elas confirmavam que o dirigente que as ordenava era religioso, e ainda mais importante, que seu poder era maior que as forças do mal.

O destino dessa família pobre alemã exemplifica essa questão.

O duque da Baviera, Maximiliano, passava por problemas em seu governo, o aumento de roubos, a inquietação de sua côrte, e o fato de ainda não ter dado um herdeiro ao título e assim como prova de controle sobre seu ducado, exigiu uma caça as feiticeiras.

Anna Pappenheimer tinha 59 anos em 1600, filha de coveiro (grupo de proscritos na Alemanha daquele tempo). Era casada há 37 anos com Paulus Pappenheimer, um limpador de fossas, também membro de classe inferior. Ela tinha autorização para a mendicância e tinha três filhos vivos (de sete).

Além de suspeitos como proscritos e itinerantes, eram uma família de luteranos em terra católica.

Quando estes foram denunciados como feiticeiros por um criminoso condenado, foram presos e levados a Munique. Mantidos em celas separadas, foram interrogados repetidamente mas não admitiram culpa. Torturados no “strappado” começaram a se render.

Anna confessou que havia voado em um pedaço de madeira para ir ao encontro do diabo, que havia feito sexo com seu amante demoníaco, matado crianças para fazer ungüento com seus corpos e feito pó demoníaco das mãos das crianças mortas. O ungüento e o pó, segundo ela, eram usados para cometer assassinatos.

Depois de um longo julgamento toda a família foi condenada por feitiçaria.

A execução dos quatro adultos da família atraiu multidões. Primeiro eles foram despidos para que seus corpos pudessem ser queimados por tenazes em brasa. Então os seios de Anna foram decepados. Os seios, sangrando, foram enfiados a força em sua boca e depois na boca de seus dois filhos crescidos. Era mais do que tortura física, esfregando os seios decepados em torno dos lábios dos filhos, o carrasco faz uma paródia com o papel de mãe e nutriz.

A cidade se mobilizou para o espetáculo, sinos repicavam, uma procissão de clérigos e oficiais se formou com mais de 800 metros de comprimento. E nas ruas, panfletos com os pecados das vítimas eram distribuídos.

Enquanto isso a cavidade do peito de Anna sangrava. Enquanto as carroças que carregavam os quatro condenados avançava balançando. Em determinado ponto eles foram obrigados a descer da carroça e se ajoelhar diante de uma cruz e ali confessar seus pecados. E ali lhes ofereceram vinho (lembram de algo?).

Foram todos condenados a morrer na fogueira, sem o “privilégio” de serem enforcados antes.

Paulus ainda teve seus braços amarrados numa roda de ferro até que seus ossos se quebraram. Anna, a feiticeira, foi poupada da roda pois não aplicavam esse procedimento em mulheres. Então Paulus foi empalado com um espeto colocado através do ânus – uma paródia brutal de uma relação sexual anal – sendo assim estigmatizado como sodomita.

A tortura dessa família não foi só física, ela anulava tudo que eles tinha sido realmente em vida.

Os quatro foram então amarrados em estacas, as piras acesas e queimados até a morte, enquanto seu o mais novo Pappenheimer, Hansel, de 11 anos, foi obrigado a assistir à agonia dos seus. Ele ainda gritou: ” Minha mãe está se contorcendo!”. E três meses depois, ele também foi executado.

Mais sobre os Pappenheimer:
http://www.shanmonster.com/witch/witches/papheim.html

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